terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A hora de voltar

 
Foto Retirada do Pinterest

   Na vida sempre passamos por mudanças. Estamos numa constante evolução. A pessoa que você era há um mês, pode não se parecer nada com quem você é hoje. Temos tendência a melhorar, mudar e assim reconstruir. Reconstruir o nosso mundo, com novas metas, novos sonhos... E quando acontece tantas mudanças, percebemos o quão importante é aquilo que se manteve. O que ficou, ficou, pois ele ainda se encaixa em quem você era e quem você é.

   Minha vida nos últimos anos mudou muito, eu mudei muito, minhas crenças, certezas e até princípios foram remoldados para a nova eu. Muitas, muitíssimas coisas foram embora, sonhos e metas deixadas de lado por não se encaixar mais no que eu queria para o meu futuro. Outras tantas tomaram conta de mim, coisas que no passado nunca imaginei desejar ou traçar como plano, porém agora fazem total sentido. Porém o mais importante de todas as coisas que foram e que vieram, é a paixão que continuou. O blog.

   O Mania de Maria surgiu quando eu estava saindo do ensino médio sem saber o que fazer e o que queria, sendo assim, o blog teve suas fases. Fases em que eu postava toda semana, fases em que eu aparecia a cada mês e essa última fase; a de quase um ano sem atualizar. Confesso, pensei várias vezes em excluir e começar outro só quando eu tivesse tempo total para ele, mas nunca conseguia apagá-lo. Sempre que entrava nele, sentia que ali era e sempre seria o meu lugar.

   Então, depois de um ano de descobertas, de mudanças e de muito aprendizado, decidi que não importava o que acontecesse, ou as dificuldades que eu tivesse, nunca mais deixaria o Mania de Maria. Confesso, não vai ser fácil. Mas quando o coração diz que é hora de voltar, a gente volta e volta mais feliz.

   2016 me trouxe tantas mudanças boas, mas agradeço por 2017 me trazer de volta para o meu lugar.


 
Até qualquer hora, 
dessa vez prometo não demorar.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Não faltaram planos, faltou amor.




    Mais uma noite comum. Mais um dia terminando. Mais uma vez vou chegar em casa e você não vai estar lá. Não vou ter suas risadas para me fazer esquecer os problemas do trabalho, nem nossas conversas cheias de planos para o nosso futuro. O futuro que não teremos mais. Parecia tão certo, não parecia? 
   Nós, nossos planos, nossas motivações. Tudo se encaixava tão bem. Nós éramos um casal que sentia orgulho um do outro. Nós nos amávamos, não é? 
   Pelo menos eu, eu te amei demais, tanto quanto pude, o suficiente para que quando você começou a dizer sobre querer um tempo para pensar se realmente era aquilo que queria para sua vida, se ainda era eu quem você queria, eu não acreditei. Brincadeira sua, de mal gosto, mas só mais uma das suas brincadeiras. 
   Então, eu esperei em silêncio até que finalmente você desse risada, daquele jeito que sempre fazia, e viesse em minha direção me beijar. Porém, isso nunca aconteceu. Na realidade, eu fiquei em silêncio apenas escutando você listar todos os inúmeros motivos - e, nossa! Você tinha tantos - para temer que não desse certo. 
   Nossa casa, antes perfeita para vivermos com nossos filhos, tinha se transformado em algum lugar insuficiente para qualquer coisa, como se não pudéssemos pensar em outro lugar. Tudo, qualquer mínimo detalhe, você conseguiu achar algum defeito que justificasse você arrumar suas malas e ir embora. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa para tentar fazer você ficar. Antes que eu pudesse encontrar alguma solução para todos os novos problemas. 
   Entretanto,  você sabia, você sempre soube, que todos essas coisas, por menores ou maiores que fossem, não eram o verdadeiro motivo de você ir. E mesmo apesar disso, você escolheu colocar a culpa do nosso fim em coisas futuras, do que me olhar no fundo do olho e admitir que a verdade, sem desculpas esfarrapadas, era que não importava o quanto a gente mudasse os planos, o quanto a gente tivesse outras ideias, nada seria o suficiente para te fazer ficar. Porque a verdade verdadeira é que você não queria ficar, de jeito algum, não comigo.
   Mais uma noite comum. Mais um dia terminando. Mais uma vez chego em casa e você não está lá. E de todas essas coisas e inúmeras outras, a que mais me dói e atormenta é que você nunca teve culhão de me dizer o verdadeiro motivo de ir. E por isso, a sua partida se tornou mais difícil de aceitar, pois você não conseguiu me olhar e dizer que não estava me aguentando mais, que de repente todo o encanto que sentia por mim havia acabado. 
   E me deixou pensando no que eu poderia ter feito pra você ficar, me deixou com o sentimento de culpa por não ter feito nada, me deixou e deixou tudo o que planejamos. 
   Mas agora, com o celular na mão, vendo você feliz ao lado dele, realizando nossos planos com ele, tenho a certeza de que a culpa não foi dos planos. Foi o amor. Ou melhor; a falta dele. 

    Eu te amei. Mas você não me amou, não é?                               Não, não amou.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Nem toda mulher nasceu para ser bela, recatada e do lar.



  Essa semana, a revista Veja, que dispensa comentários sobre o seu jornalismo pretensioso e imparcial (além de grotesco), trouxe em sua capa a vice primeira-dama Marcela Temer, esposa de Michel Temer. Uma mulher que, segundo a própria Veja enaltece em sua capa, é Bela, recatada e do lar. Ao longo da matéria, a revista ainda elogia o fato de Marcela ser discreta, falar pouco e usar saias na altura do joelho. Para piorar, a Veja coloca a vice primeira-dama na posição de um exemplo de mulher que todas as outras deveriam ser; á sombra, nunca à frente.

  Não demorou muito para a internet se pronunciar sobre a matéria e logo Bela, recatada e do lar viralizou entre as mulheres que não se encaixam e nem querem se encaixar nesse padrão. Como? Explico. Os três adjetivos usados para enaltecer Marcela Temer, começaram a acompanhar fotos em que as mulheres apareciam em situações ou roupas que, para a sociedade tradicional, não se encaixaria nos tais adjetivos. De meninas com roupas curtas, bebendo até dançando até o chão... Tudo para mostrar que nem só de belas, recatadas e do lar é feita uma sociedade.

  O problema maior da matéria, não são os elogios dirigidos à Marcela. Afinal, não tem nada de errado ser alguém recatada e do lar se assim escolher, o problema em questão foi o fato de fazer de mulheres como ela as únicas que merecem respeito na sociedade. Quando, na verdade, qualquer mulher, independente da sua escolha de como viver, merece o mesmo respeito. Além de claro, como sempre é feito, na maior parte com as mulheres, definir um padrão a ser seguido.

  Ser bela, recatada e do lar pode sim funcionar para uma parcela de mulheres, mas nem todas as brasileiras se encaixam nessas três palavras e elas não devem ser consideradas inferiores por isso. Veja, com essa matéria, mostra-se mais uma vez revista sexista e que tenta ditar um padrão da mulher ideal. Uma mulher que vive ás sombras e nunca á frente, no meu ver é surreal e assustador. Uma mulher que não fala por si, que aceita sem objeções o que lhe é imposto. Uma mulher, revista Veja, que eu nunca fui, não sou e nunca quero ser.

  Impor um padrão perfeito, exclui todas as outras mulheres que não são menos mulheres por não contemplar esses adjetivos inseridos na capa da revista. Bela? Recatada? Do lar? Não nasci para ser obrigada a fingir ser algo que para a sociedade é aceitável. E sinto dizer, revista Veja, muitas outras mulheres brasileiras também não. E não há nada de errado nisso.
  

terça-feira, 19 de abril de 2016

Taking Stock #1

 Sempre que tenho a oportunidade, digo que uma das melhores coisas de ter e manter um blog é conhecer outros blogs. E apesar do meu pouco tempo aqui (1 ano e 4 meses) já tive o prazer e oportunidade de conhecer blogs e blogueiras talentosíssimas. Claro, tem algumas que me identifico mais e além de deixá-las na barrinha dos meus favoritos, até guardo um cantinho no Mania de Maria para divulgar o trabalho delas (Dá lá uma olhadinha em Leia meus blogs prediletos). 

  Bom, o que mais gosto nessa troca entre blogueiras são as descobertas que fazemos. Adoro ler os posts de cada uma, pois cada qual tem sua preferência no que escrever e o porquê escreve. Um dia faço um post falando direitinho de como gosto de cada uma delas. Tudo isso, pois não quero enrolar mais sobre o verdadeiro intuito desse post. 

  Pois bem, estava eu, como sempre, vendo um dos meus blogs prediletos, o Amante de Rímel da Vic Ferreira quando me deparei com um post que continha o mesmo título deste post Taking Stock (só que com a #4). Assim que li o post me apaixonei e resolvi que faria aqui no blog, mas ainda me faltava tempo e senti que esse post era algo muito pessoal para fazer a qualquer hora, então esperei até que o dia certo chegasse e hoje meu coração pediu esse post... 

  O Taking Stock, idealizado pela dona do blog Meet me at Mikes consiste em dar continuidade em verbos designados por meio de pensamentos e ações. Por ser um post mais pessoal, talvez vocês entrem um pouquinho nesse mundo louco que é ser eu e espero que gostem da experiência, assim posso fazer muitos outros. Vamos lá!

Ouvindo: o barulho dos carros na minha rua, que essa hora sempre está movimentada por conta da faculdade que tem aqui. 

Lendo: sobre o abraçaço com Dilma. Um ato lindo e empoderador que ocorreu na frente do Palácio do Planalto. Dilma, não só como presidente, mas como mulher, precisava de um gesto como esse em decorrer de tudo que anda acontecendo no nosso país. Além do abraço coletivo, mulheres levaram rosas para ela.

Agradecendo: pelas pessoas que tenho ao meu redor e a força que recebo diariamente delas e também pelas oportunidades que estão aparecendo no meu caminho.

Estudando: de novo e de novo. Mas dessa vez tem que dar resultado...




Pensando: sobre tudo que tenho que resolver na minha vida e o quanto o tempo corre contra isso.

Assistindo: o último vídeo da blogueira e youtuber Ana Lídia do blog Apenas Ana para o desafio Méliuz. Assistam, pois essa menina é a fofura em pessoa. Além de ser empoderadora. Amo.

Necessitando: mais dias com o meu namorado.

Planejando: tirar todos (ou a maioria) dos meus sonhos do papel.




Amando: ter voltado a escrever no blog. Fiquei uns dois meses longe disso tudo e isso, mais uma vez, só me mostrou o quanto não sei viver sem fazer o que amo.

Vestindo: roupas de ginástica que, por conta de algumas coisas, resolvi voltar a fazer, mas sozinha e que agora percebi o quanto isso é errado já que tenho escoliose e não posso fazer exercícios sem prescrição médica. Resultado? Coluna e muscúlos doloridos. :\

Comendo: ou pensando em comer arroz integral, salada de alface, vagem cozida e mistura. Meu jantar.

Sentindo: que aos poucos tudo vai dar certo.

Desfrutando: da pouca paz que ainda me resta...




  • As ilustrações desse post são da artista holandesa Loish!. Encontrei seus desenhos fofos por acaso no tumblr e me apaixonei. Para saber mais do trabalho dela visite o site de Loish.